O retorno do “Futebol Moderno”

O título parece conflitante neste tempo em que muitos falam que o “Futebol Moderno” é o que temos hoje. Será? A volta do bom e velho futebol, aquele que chama a atenção do verdadeiro torcedor com mais gols, para que volte a encher estádios, está dependente da reformulação das regras pela Fifa. Não vejo outra forma.

O futebol de hoje, pra não chamar de moderno, deve ser revisto em suas regras. Assim como foi no futebol de salão na década de 80.
Para quem não lembra ou não viveu aquela época em que o Futsal era chamado de Futebol de Salão (nome usado até quando passou a ser comandado pela FIFA no início dos anos 90), é necessário contar que as partidas acabavam em placares quase sempre de 1 a 0, 0 a 0, 1 a 1, pois poucos gols eram marcados em quase todas as partidas e poucos torcedores se arriscavam a assistir às partidas monótonas nos ginásios antigos e desconfortáveis da época. Lembra algo? Sim. Igual ao Futebol e a muitos dos estádios de hoje.
Exemplo disto foi possível perceber na recente Eurocopa, onde Portugal foi campeã vencendo a França na prorrogação por 1 a 0, após empatar no tempo normal em 0 a 0, na olimpíada do Rio (tanto no futebol feminino quanto no masculino) várias decisões por pênaltis após empates com jogos travados. Mesmo nos recentes campeonatos brasileiros, várias partidas acabaram em 0-0, 1-1, 1-0, em média 4,2 jogos acabam nestes placares por rodada (até a rodada 22). Ou seja, quase metade das partidas no Brasileiro da série A de 2016 acabam nestes placares!

Voltando ao final da década de 80, a partir da ideia de que era preciso melhorar o Futebol de Salão, ainda sob a tutela da Federação Internacional de Futebol de Salão (FIFUSA), foram promovidas várias mudanças nas regras. Por exemplo, foi retirado o impedimento, no qual o jogador não podia fazer gol de dentro da área (quem lembra disto?), entre outras…
No meu entendimento as mudanças mais efetivas foram as disciplinares, onde passaram a existir faltas individuais e coletivas. Ainda após a quinta falta coletiva foi instituída a cobrança de falta direta sem barreira, que existem até hoje ainda. Esta regra fez diminuir muito o número de faltas durante o jogo. Depois algumas outras regras foram sendo alteradas, por exemplo, para o goleiro, que não podia jogar a bola além do meio de campo e hoje temos o goleiro linha. E as substituições sem limites? São regras que hoje no Futsal fazem a diferença no placar das partidas e chamam o torcedor para ver a chuva de gols. É o verdadeiro futebol show, ou alguém discorda?
Já que a Fifa tem exemplo dentro de casa mesmo, não seria hora de abrir os olhos e promover um verdadeiro “Futebol Moderno” e voltar a encher estádios promovendo verdadeiros espetáculos com muitos gols?

WEVERTON BRILHA, DEFENDE PÊNALTI CONTRA A ALEMANHA E GARANTE O OURO OLÍMPICO PARA O BRASIL

Ele fez história com a camisa da Seleção Brasileira. Na noite deste sábado (20), o goleiro Weverton conquistou a inédita medalha de ouro nas Olimpíadas para o futebol brasileiro. O jogador do Atlético Paranaense foi titular na decisão contra a Alemanha, defendeu um pênalti nas cobranças finais e garantiu a medalha de ouro ao Brasil.

<Clique aqui para ler a íntegra da reportagem no site oficial do Atlético/PR>

Abatiá, do Alto da Glória ao Zé Carioca

Excelente matéria do Tusquinha, Airton Batista Júnior, no seu blog Boleiros e Barangas. Falando sobre a edição do gibi Zé Carioca em que Tião Abatia, ex-coritiba, apareceu como o personagem Tião Abatera. Tusquinha cita ainda o blog de Jeovah Batista de Almeida onde foi publicada a história em quadrinhos (HQ) citada na sua matéria.

Grande Tusquinha!!

<Clique aqui para ler a matéria no blog do Tusquinha>

<Clique aqui para ler o HQ do Zé Carioca com Tião Abatia>

Dicas para nossos comentaristas de Radio

Os comentaristas que estão utilizando seu microfone são formadores de opinião e por isto precisam tomar cuidado com seus comentários. Acredito que eles não fazem ideia como é chato para o torcedor do outro lado do rádio ou mesmo da TV, ficar ouvindo que o time está ruim, não tá entrosado, tal jogador está mal. As vezes passando inclusive, a impressão de estar perseguindo um determinado jogador por várias partidas. Quem está assistindo ao jogo vê estas coisas e pode talvez discordar mas, quem não está assistindo, não tem como formar uma opinião própria ficando a mercê da opinião do comentarista . O que precisamos na nossa mídia é falar o que falta, o que dá pra mudar, fazer críticas mais construtivas e menos destrutivas. Depois do jogo não adianta comentar o resultado, pois é neste ponto que o torcedor pode verificar a qualidade do comentarista. Se os comentários foram bem feitos, o fim do jogo é a apoteose do bom comentarista e satisfação para o ouvinte. Senão é como diz Sidnei Campos: “comentar depois é contar história…”