A grama sintética do vizinho é mais verde?

Mais uma polêmica nacional, o Atlético está sendo beneficiado pela grama sintética da Arena?
Na TV, jornais, sites nacionais e locais falam sobre o assunto principalmente após a derrota do Cruzeiro na Arena da Baixada no sábado 29/10 quando jogadores e o técnico interino do time mineiro falaram em entrevistas que demoraram a se adaptar ao gramado sintético da Arena.
Antes de me adiantar na crítica, quero expor minha opinião aqui: acredito que o fator principal das vitórias do Furacão na Arena da Baixada seja a torcida que empurra a equipe o jogo inteiro. Vejamos como exemplo o Atletiba de 16/10 pelo brasileiro deste ano vencido por 2 a 0 pelo Atlético mas disputado na Vila Capanema, para quem é de fora de Curitiba, este é o estádio do Paraná Clube. Neste estádio o campo é muito bom e a equipe atleticana jogou muito bem, empurrado pela sua torcida, sem grama sintética. Ou seja, neste caso somente entraram os fatores de qualidade dos jogadores e força da torcida rubro-negra. Como visitante, infelizmente a torcida do Atlético não tem a mesma força, além dos jogadores não conseguirem manter a qualidade com gramados esburacados e difíceis de manter um bom toque de bola, mas isto é outra história…

Por outro lado, pessoas que não acompanham as notícias do futebol paranaense, baseadas nas derrotas do Atlético fora de casa, acham um lugar comum e afirmam que o Furacão somente vence em casa por causa da grama sintética alegando que as demais equipes não estão adaptadas ao gramado sintético. Isto é miopia. Aliás, seria o Atlético quem deveria se adaptar aos gramados cheios de buracos da maioria dos estádios do Brasil? É verdade que a copa do mundo no Brasil trouxe bons campos para nós, mas a maioria ainda é muito ruim.

Que as demais equipes demorem um pouco a se adaptar a grama mais rápida eu entendo, mas porque não reclamar da Arena Corinthians? O Corinthians tem uma grama baixinha com um percentual de grama sintética misturada a natural <clique aqui para ler a matéria sobre a grama da Arena Corinthians>, molha a grama e fica tão rápida quanto a da Baixada. Claro, o Corinthians não tem o mesmo desempenho de mandante que o Atlético e muito menos o baixo aproveitamento fora.
O gramado sintético não tem buracos nem desníveis e passada quase toda a temporada nenhum jogador teve qualquer tipo de lesão ocasionada pelo gramado que muitos temiam no início do ano quando foi instalada a grama sintética.
Quero crer que com o passar do tempo muitos outros clubes que tem estádios com gramados pífios, venham a optar por colocar também a mesma grama sintética testada e aprovada pela Fifa e aí sim, garantir uma qualidade melhor para o futebol brasileiro, inclusive diminuindo o número de lesões.
Eu quero acreditar nisto, mas infelizmente passamos por um momento de credibilidade tão em baixa de nossos comandantes do futebol brasileiro que é bem mais provável que a CBF venha a proibir o uso da grama sintética pelo simples fato de que o Atlético joga melhor no seu gramado do que os clubes apoiados pela entidade máxima do futebol brasileiro.
Como diz Juca Kfouri: viaja Marco Pólo, viaja…

Capita Eterno

Nas noites de domingo era costume assistir ao SporTV após o término da rodada, mas não era pela presença dos comentaristas, que muitas vezes caem no lugar comum em seus comentários. Era para assistir ao Capita e suas intervenções brilhantes e sempre educadas: “Se você me permitir um minuto, Marcelo…”

Mas Carlos Alberto Torres, o Capita, era brilhante em sua essência. Revolucionou o posicionamento dos laterais direitos quando começou a avançar pelo campo de ataque e marcou o gol contra a Itália após o passe genial de Pelé na final da copa de 1970 <clique aqui e veja a ficha técnica desta partida>. Mas a imagem mais marcante, foi quando levantou a taça Jules Rimet com os dois braços estendidos acima da cabeça ao recebê-la também em 1970. Gesto eternizado e repetido por praticamente todos os capitães que receberam taça e troféus, seja na copa do mundo, seja no campeonato de bairro em qualquer lugar do mundo. Realmente emocionante ver aquela imagem do Capita Eterno levantando a Jules Rimet.

Carlos Alberto Torres ainda guardava algumas surpresas. Em 2011 o New York Cosmos, equipe em que ele e Pelé haviam jogado no final da carreira na década de 70, contratou Carlos Alberto Torres como embaixador internacional da equipe para representá-la em atividades com torcedores e imprensa. Exemplo seguido depois pelo Santos, somente em 2014, que contratou Pelé como embaixador da equipe santista. Mas não apareceram mais exemplos como estes no Brasil, seria por falta de ídolos? Ou por falta de humildade dos nossos dirigentes?

Seja como for, perdemos um de nossos maiores ídolos e o Brasil hoje realmente precisa de ídolos com a história e o respeito que Carlos Alberto Torres, o Capita, sempre mereceu. Enquanto isto, as noites de domingo não terão mais as intervenções educadíssimas do nosso Capita…. fique com Deus, Capita!

Tecnologia no Futebol resolve?

A discussão do momento é o uso da tecnologia no futebol. Muito escuto sobre isto, principalmente após o último Fla-Flu pelo campeonato brasileiro.

Neste jogo, o Fluminense reclama que seu gol só foi anulado após interferência externa baseada em vídeo da TV que transmitia a partida. Se quiser saber mais sobre esta confusão toda assista a excelente matéria de Régis Rosing <clicando aqui>.

O que mais chama a minha atenção neste caso é que vários cronistas brasileiros, dos maiores do Brasil inclusive, dizem que isto será resolvido no ano que vem após implantação do vídeo na arbitragem.

Infelizmente não é assim. Fato real é que o recurso de vídeo está realmente previsto para ser utilizado a partir de julho ou agosto do ano que vem (2017). Mas o que realmente vai acontecer é de que somente alguns lances serão considerados na análise de vídeo no futebol. Inclusive é assim em qualquer outro esporte em que é utilizado vídeo. Por exemplo, o desafio no vôlei é permitido para bola dentro/fora, pé na linha do saque, pé na linha de 3 metros, invasão de quadra, toque na rede, toque no bloqueio e toque na antena. Somente nestes casos o desafio pode ser usado, fica de fora por exemplo, dois toques, bola conduzida, quarto toque e toque da bola na quadra.

No futebol não será diferente e o impedimento não será analisado. O que causa espanto é que vários dos maiores cronistas esportivos do Brasil não se informam antes de falar sobre determinados assuntos em momentos importantes. Mais profissionalismo senhores.

Segundo Sérgio Corrêa, em reportagem de 17/10/2016 ao SporTV, são quatro situações que a Fifa permitirá o uso do vídeo por uma equipe de arbitragem de vídeo especial nos jogos: 1-lance de área que o árbitro marca fora ou dentro (bola que bate na trave e no chão, se entrou ou não), 2-gol de impedimento originado de fora de jogo, 3-bola na mão que o árbitro interpretou como pênalti e não é, ou 4-uma expulsão indevida. Se quiser assistir a reportagem sobre árbitro de vídeo que será implantado em 2017 no Brasil com Sérgio Corrêa, assista <clicando aqui>.

Resumindo, a polêmica do Fla-Flu continuaria e a dúvida se a bola do primeiro gol do Atlético/PR no Atletiba saiu ou não pela linha de fundo, também não seria resolvida. Os dois seriam lances que não estão previstos nas situações citadas pela FIFA.

Para finalizar, a tecnologia no Futebol irá resolver alguns problemas, mas o impedimento continuará sendo a principal discussão após as partidas.

O retorno do “Futebol Moderno”

O título parece conflitante neste tempo em que muitos falam que o “Futebol Moderno” é o que temos hoje. Será? A volta do bom e velho futebol, aquele que chama a atenção do verdadeiro torcedor com mais gols, para que volte a encher estádios, está dependente da reformulação das regras pela Fifa. Não vejo outra forma.

O futebol de hoje, pra não chamar de moderno, deve ser revisto em suas regras. Assim como foi no futebol de salão na década de 80.
Para quem não lembra ou não viveu aquela época em que o Futsal era chamado de Futebol de Salão (nome usado até quando passou a ser comandado pela FIFA no início dos anos 90), é necessário contar que as partidas acabavam em placares quase sempre de 1 a 0, 0 a 0, 1 a 1, pois poucos gols eram marcados em quase todas as partidas e poucos torcedores se arriscavam a assistir às partidas monótonas nos ginásios antigos e desconfortáveis da época. Lembra algo? Sim. Igual ao Futebol e a muitos dos estádios de hoje.
Exemplo disto foi possível perceber na recente Eurocopa, onde Portugal foi campeã vencendo a França na prorrogação por 1 a 0, após empatar no tempo normal em 0 a 0, na olimpíada do Rio (tanto no futebol feminino quanto no masculino) várias decisões por pênaltis após empates com jogos travados. Mesmo nos recentes campeonatos brasileiros, várias partidas acabaram em 0-0, 1-1, 1-0, em média 4,2 jogos acabam nestes placares por rodada (até a rodada 22). Ou seja, quase metade das partidas no Brasileiro da série A de 2016 acabam nestes placares!

Voltando ao final da década de 80, a partir da ideia de que era preciso melhorar o Futebol de Salão, ainda sob a tutela da Federação Internacional de Futebol de Salão (FIFUSA), foram promovidas várias mudanças nas regras. Por exemplo, foi retirado o impedimento, no qual o jogador não podia fazer gol de dentro da área (quem lembra disto?), entre outras…
No meu entendimento as mudanças mais efetivas foram as disciplinares, onde passaram a existir faltas individuais e coletivas. Ainda após a quinta falta coletiva foi instituída a cobrança de falta direta sem barreira, que existem até hoje ainda. Esta regra fez diminuir muito o número de faltas durante o jogo. Depois algumas outras regras foram sendo alteradas, por exemplo, para o goleiro, que não podia jogar a bola além do meio de campo e hoje temos o goleiro linha. E as substituições sem limites? São regras que hoje no Futsal fazem a diferença no placar das partidas e chamam o torcedor para ver a chuva de gols. É o verdadeiro futebol show, ou alguém discorda?
Já que a Fifa tem exemplo dentro de casa mesmo, não seria hora de abrir os olhos e promover um verdadeiro “Futebol Moderno” e voltar a encher estádios promovendo verdadeiros espetáculos com muitos gols?

WEVERTON BRILHA, DEFENDE PÊNALTI CONTRA A ALEMANHA E GARANTE O OURO OLÍMPICO PARA O BRASIL

Ele fez história com a camisa da Seleção Brasileira. Na noite deste sábado (20), o goleiro Weverton conquistou a inédita medalha de ouro nas Olimpíadas para o futebol brasileiro. O jogador do Atlético Paranaense foi titular na decisão contra a Alemanha, defendeu um pênalti nas cobranças finais e garantiu a medalha de ouro ao Brasil.

<Clique aqui para ler a íntegra da reportagem no site oficial do Atlético/PR>

Abatiá, do Alto da Glória ao Zé Carioca

Excelente matéria do Tusquinha, Airton Batista Júnior, no seu blog Boleiros e Barangas. Falando sobre a edição do gibi Zé Carioca em que Tião Abatia, ex-coritiba, apareceu como o personagem Tião Abatera. Tusquinha cita ainda o blog de Jeovah Batista de Almeida onde foi publicada a história em quadrinhos (HQ) citada na sua matéria.

Grande Tusquinha!!

<Clique aqui para ler a matéria no blog do Tusquinha>

<Clique aqui para ler o HQ do Zé Carioca com Tião Abatia>

Conheça o Blog “Números da Bola” de André Schmidt

numdabola1O blog “Números da Bola” de André Schmidt é uma ótima opção para quem gosta de números das partidas do Brasileiro da Série A ou da Série B, como finalizações, passes, lançamentos, faltas, posse de bola, cruzamentos e desarmes.

Após cada bloco de jogos determinado, o Blog Números da Bola traz a atualização da Seleção das Estatísticas do campeonato. Usando dados do Footstats, o blog monta um selecionado com os atletas que possuem os melhores números na competição até o momento. O time montado após as rodadas levará em conta as estatísticas gerais do Brasileirão e não apenas a do último jogo.

No gol, por exemplo, fica com a camisa 1 o goleiro que tiver realizado a maior quantidade de defesas. Nas laterais, os melhores cruzadores. Na defesa, os que mais rebateram bolas de suas áreas. No meio, um volante que desarma, outro que vira o jogo, um meia garçom e outro que cria. Na frente, um atacante goleador e outro finalizador. Como 12º jogador, o principal driblador.

Confira um exemplo abaixo com a seleção até a rodada 15 da Série A do Brasileirão:
1 – Vanderlei – Santos – 47 defesas/14 gols sofridos/35 lançamentos certos
2 – William – Internacional – 24 cruzamentos certos/59 desarmes/33 assistências para finalização
3 – Bruno Alves – Figueirense – 147 rebatidas/25 desarmes/1 gol
4 – Juninho – Coritiba – 144 rebatidas/15 desarmes/1 gol
5 – Bruno Henrique – Corinthians – 60 desarmes/775 passes certos/8 assistências para finalização
6 – Uendel – Corinthians – 24 cruzamentos certos/17 desarmes/14 assistências para finalização
7 – Gustavo Scarpa – Fluminense – 39 assistências para finalização/2 assistências para gol/2 gols/11 desarmes
8 – Cléber Santana – Chapecoense – 26 viradas de jogo/14 desarmes/616 passes certos
9 – Gabriel Jesus – Palmeiras – 10 gols/24 finalizações certas/18 assistências para finalização
10 – Dudu – Palmeiras – 6 assistências para gol/3 gols/35 assistências para finalização/6 dribles
11 – Diego Souza – Sport – 21 finalizações certas/8 gols/20 assistências para finalização/2 assistências para gol
12º jogador – Marinho – Vitória – 23 dribles/14 finalizações certas/13 assistências para finalização/3 gols

Você pode acessar este e outros Blogs no menu principal do nosso site na opçãp “Links Rápidos” ou o Blog “Números da Bola” de André Schmidt, através do link http://blogs.lance.com.br/numeros-da-bola/