No futebol, um atleta no auge é uma força da natureza. Mas o que acontece quando esse auge não é apenas um, nem dois, mas quatro momentos distintos de pura maestria? A história de Lionel Messi é a prova de que a genialidade pode se reinventar. Ele não apenas quebrou recordes, ele redefiniu a lógica do esporte, dominando completamente quatro diferentes eras do futebol. Prepare-se para mergulhar na inacreditável evolução de Messi, uma jornada que o levou a patamares nunca antes vistos.
Era 1: O Falso 9 Revolucionário (2008-2011)
O pontapé inicial da primeira grande transformação de Messi ocorreu em 2008. Com a chegada de Pep Guardiola ao comando do Barcelona, o clube vivia uma fase de transição. Pep não hesitou em se desfazer de estrelas e, ao invés de buscar grandes contratações, decidiu construir um time ao redor dos talentos da base, com Messi no centro do projeto. Inicialmente jogando pela ponta direita, Messi já demonstrava seu potencial devastador.
A verdadeira revolução veio no clássico contra o Real Madrid, quando Guardiola decidiu testar uma teoria que mudaria o futebol: o nascimento de Lionel Messi como o falso nove. Posicionado centralmente, mas recuando para o meio-campo, ele desorganizava as defesas adversárias, criando um pesadelo para os marcadores. Sua capacidade de driblar, combinar e finalizar o tornava imparável nessa nova função.
A temporada 2008/2009 culminou na tríplice coroa para o Barcelona, com Messi sendo a força principal do ataque, marcando 38 gols e 19 assistências em 51 jogos. Foi a primeira vez que superou a marca de 30 gols. Nas temporadas seguintes, ele continuaria a aprimorar essa função, com 47 gols em 2009/2010 e impressionantes 53 gols em 2010/2011, onde já passava dos 50 gols. Sua performance na final da Champions de 2011, um verdadeiro massacre contra o Manchester United, é um testemunho de seu domínio. Essa era se consolidou com o ano de 2012, quando ele alcançou a marca surreal de 91 gols em um único ano, consolidando-se como o melhor do mundo e um jogador de sistema perfeito.
Era 2: O Trio MSN e a Redefinição do Craque (2014-2017)
Após a saída de Guardiola em 2012, pairava a dúvida: Messi seria apenas um “jogador de sistema”? As temporadas seguintes, embora com mais de 100 gols individuais, viram o time do Barcelona diminuir o rendimento coletivo. Muitos questionavam sua dependência do esquema tático. A resposta veio de forma estrondosa, com a formação do que muitos consideram o melhor trio de ataque da história do futebol: o MSN.
Com a chegada de Neymar em 2013 e Suárez em 2014, Messi se reinventou novamente. Movendo-se para a ponta direita, ele se tornou o “controlador do caos”, o coração de um coletivo sem medo. Neymar pela esquerda e Suárez centralizado criaram uma sinergia devastadora. Eles não apenas venciam, eles atropelavam. A temporada 2014/2015 foi absurda, culminando em mais uma tríplice coroa. O trio MSN somou 122 gols e 64 assistências, com Messi contribuindo com 58 gols e 28 assistências em 57 jogos, além de criar 143 chances. Seu gol contra o Bayern na Champions, humilhando Boateng, é um dos mais icônicos dessa fase. Essa evolução de Messi o mostrou como um craque que podia brilhar tanto como peça central quanto como parte de um coletivo imparável.
Era 3: Liderança e Glória: A Evolução Final de Messi (2018-2022)
Com a saída de Xavi, Iniesta e Neymar, e com Suárez em declínio, Messi se viu diante de seu maior desafio no Barcelona: carregar o time quase sozinho. Na temporada 2018/2019, como capitão, ele entregou a temporada individualmente mais completa de sua vida. Foram 51 gols e 19 assistências em 50 jogos, 70 participações diretas, 8 gols de falta e 4 hat-tricks. Ele se tornou “tudo” para o Barça, liderando o time à conquista da La Liga com 36 gols e 14 assistências em 34 jogos, além da Supercopa. Na Champions League, levou o time à semifinal de forma quase solitária, sendo artilheiro da competição, eleito o melhor atacante e marcando o gol mais bonito. Recebeu a Chuteira de Ouro e o prêmio The Best da FIFA, além de mais uma Bola de Ouro. Apesar do colapso em Anfield e a perda da Copa do Rei, Messi provou um ponto crucial: ele podia fazer a diferença sozinho. Sua liderança e magia individual foram o auge dessa fase de “solo artist”.
Com o tempo, o físico de Messi começou a declinar. Muitos especulavam sobre sua aposentadoria iminente. Mas a verdade é que o gênio ainda guardava o maior truque de sua carreira. Em 2021, antes de sua saída do Barça para o PSG, Messi quebrou a maldição com a Argentina. Após dolorosas derrotas em finais, ele finalmente liderou o país à conquista da Copa América, com um time reestruturado e com ele como o centro de tudo.
Mas o clímax de sua evolução de Messi ainda estava por vir: a Copa do Mundo de 2022. Com 35 anos, ele se transformou em um verdadeiro maestro. Não precisava mais correr como antes; cada toque era calculado, cada passe cortava linhas. O time da Argentina compreendia sua genialidade e funcionava em perfeita sintonia ao seu redor. Na final contra a França de Mbappé, Messi marcou dois gols em uma partida épica que terminou em pênaltis, onde a Argentina se sagrou campeã mundial.
Como capitão, líder e o melhor em campo, Messi, aos 35 anos, zerou o game. Com 1092 jogos, 85 gols e 381 assistências, ele dominou o futebol em quatro diferentes eras: foi artilheiro, criador, líder e, finalmente, vencedor da Copa do Mundo. Sua jornada é uma lição de longevidade, adaptação e pura genialidade. Nunca mais existirá outro como Lionel Messi.
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