A seleção brasileira encerrou sua jornada nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026 com uma derrota para a Bolívia por 1 a 0, em partida disputada no estádio de El Alto, um resultado que embora não abalasse a classificação antecipada, acendeu alguns alertas sobre o desempenho. Agora, com o Mundial batendo à porta, todas as atenções se voltam para Carlo Ancelotti e o desafio de montar a equipe ideal. A Era Ancelotti na Seleção entra em sua fase mais decisiva, onde cada convocação e cada minuto em campo valem ouro.
O técnico italiano tem poucas partidas restantes antes da estreia na Copa, o que significa que o tempo para testes e experimentações está acabando. Ancelotti começa a afunilar suas escolhas, e um “termômetro” da seleção brasileira indica claramente quem está em alta e quem, infelizmente, viu seu nome perder força na corrida por um lugar no grupo final. A pressão é imensa, a expectativa é alta, e o equilíbrio entre a experiência e a juventude se torna a chave para o sucesso.
Quem Sobe na Era Ancelotti na Seleção
Alguns nomes surpreenderam positivamente, enquanto outros confirmaram seu status de intocáveis sob o comando de Carlo Ancelotti. Esses jogadores não apenas ganharam a confiança do treinador, mas também mostraram em campo que merecem a aposta. Eles representam a base e a esperança para os desafios que virão na Copa do Mundo.
Alexsandro chegou quase como um “desconhecido” na primeira lista de Ancelotti, mas rapidamente conquistou seu espaço. Com minutos em campo e atuações consistentes, o jogador agradou ao comandante e hoje é uma das gratas surpresas. Sua ascensão é um exemplo de como a dedicação pode abrir portas na seleção.
Casemiro, velho conhecido de Ancelotti do Real Madrid, mantém sua posição de peça-chave. Mesmo não estando em seu auge físico, o volante demonstrou bom futebol, tem cadeira cativa no time e exerce uma voz ativa importante no grupo. Sua experiência e liderança são inquestionáveis e fundamentais para a equipe.
O jovem Estêvão, do Chelsea, é a aposta que virou presente. Começou a ganhar minutos, chegou a ser titular e marcou seu primeiro gol pela seleção na partida contra o Chile, no Maracanã. Ele representa o futuro que já se integra ao presente da equipe, prometendo muito com seu talento e ousadia.
Luiz Henrique teve um início promissor na seleção, depois perdeu espaço, mas retornou em grande estilo na última Data Fifa. O ex-jogador do Botafogo mostrou um repertório ofensivo variado e recebeu elogios públicos de Ancelotti, o que reforça sua moral e o coloca novamente na briga por uma vaga.
No gol, após um período de rodízio com Ederson e Bento, Alisson retomou a titularidade. O camisa 1 do Liverpool conseguiu grandes defesas em momentos cruciais, reafirmando sua importância e garantindo a confiança do técnico para ser o guarda-redes principal nesta nova fase da Era Ancelotti na Seleção.
Desafios e Quem Busca Espaço na Seleção de Ancelotti
Enquanto alguns comemoram a boa fase, outros enfrentam um período de incertezas. A concorrência é acirrada e a janela de oportunidades para se firmar no esquema de Ancelotti está cada vez menor. Para esses atletas, o momento é de redobrar os esforços e mostrar serviço para reverter a situação.
Murillo, apesar de jovem e com um futuro promissor, segue como destaque na Inglaterra, mas não tem sido lembrado por Ancelotti. O zagueiro precisa de uma nova chance para mostrar que pode se encaixar nos planos do treinador e garantir sua presença nas próximas convocações.
Guilherme Arana foi testado neste ciclo, mas não conseguiu agarrar a vaga na lateral-esquerda. Ele viu os concorrentes se destacarem e o ultrapassarem na hierarquia, o que o coloca em uma situação delicada. O lateral terá que lutar bastante para reconquistar o terreno perdido.
Endrick ainda é visto como uma joia rara, mas a joia, que busca se firmar no Real Madrid, ainda não é vista pelo seu ex-treinador como uma peça crucial para o time nacional neste momento, o que sugere que sua ascensão no clube pode não se traduzir imediatamente em minutos na seleção. Sua vez pode chegar, mas talvez não agora.
João Gomes, jogador importante na ‘Era Dorival’, ainda não conseguiu convencer Ancelotti de que merece uma vaga permanente entre os convocados. O meio-campista terá que mostrar mais consistência e se adaptar rapidamente às exigências do novo comandante para disputar um lugar no grupo.
Por fim, Igor Jesus, que chegou a ser titular da seleção em algumas partidas deste ciclo, deixou o Botafogo e ainda não se firmou na Inglaterra. Essa transição e a falta de regularidade no novo clube acabaram fazendo com que ele também perdesse espaço na seleção, necessitando de uma reviravolta para voltar ao radar.
O Equilíbrio da Era Ancelotti
Ancelotti ainda tem tempo, mas cada convocação agora é decisiva. O técnico busca um equilíbrio delicado entre experiência e juventude, sabendo que a pressão por resultados imediatos é uma realidade constante. A torcida brasileira, abalada após um ciclo mais conturbado que os últimos, exige um time forte e competitivo.
Com a Copa do Mundo batendo à porta, os próximos jogos da seleção brasileira – amistosos contra Coreia do Sul (10/10) e Japão (14/10) – serão testes cruciais. Quem quiser ir ao torneio terá que mostrar serviço, dedicação e, acima de tudo, convencer Carlo Ancelotti de que é a peça certa para levar o Brasil ao hexacampeonato. A Era Ancelotti na Seleção promete emoções até o último minuto.












