Para os torcedores de alguns dos maiores clubes do futebol mundial, a paixão é um misto de euforia e, por vezes, uma paciência testada. E se existe um time que tem desafiado a resiliência de sua torcida com uma frequência quase cíclica, é o Borussia Dortmund. A cada nova temporada, a esperança se renova, mas logo a sombra da inconsistência Borussia Dortmund se projeta, transformando a expectativa em um amargo sentimento de “déjà vu”, o famoso “Dia da Marmota”.
A questão central que permeia as discussões esportivas na Alemanha é se a equipe está fadada a reviver os mesmos problemas que a assombraram no passado recente. Aquela montanha-russa de atuações, com altos brilhantes e quedas vertiginosas, parece ser um roteiro já conhecido. O futebol é um esporte de ciclos, mas no caso do Dortmund, esses ciclos se repetem de forma tão previsível que a previsibilidade se tornou o problema. Será que estamos diante de mais uma temporada onde o sobe e desce será a tônica, impedindo o clube de alcançar seus objetivos mais ambiciosos?
Um Déjà Vu Doloroso: O Início de Temporada e o “Dia da Marmota”
A frase “e diariamente saúda a marmota” ecoou nos debates sobre o desempenho do Borussia Dortmund, e não é para menos. O início da temporada da Bundesliga trouxe à tona velhas feridas, especialmente no que tange à inconsistência Borussia Dortmund. A equipe, que deveria entrar em campo com a fome de quem busca a glória, mostrou falhas que são dolorosamente familiares. Liderar um jogo por 3 a 1, como aconteceu contra o St. Pauli, até os 74 minutos, e ainda assim deixar a vitória escapar, é mais do que um tropeço; é um sintoma de um problema estrutural.
Mesmo considerando a longa e generosa prorrogação, a incapacidade de segurar o resultado final é um sinal de alerta grave. Um clube com as ambições do Dortmund simplesmente não pode se dar ao luxo de desperdiçar pontos tão preciosamente conquistados, ainda mais em um cenário onde a disputa pelo topo da tabela é acirrada. Este tipo de deslize no primeiro jogo da liga não apenas custa pontos, mas também abala a confiança e joga uma nuvem de incerteza sobre o restante da campanha. A sensação é de que, após um bom período, os velhos demônios voltaram a assombrar.
O Alerta na Copa: Quando a Crise Começa Cedo Demais
Para piorar o cenário da inconsistência Borussia Dortmund, os problemas não se limitaram à estreia na Bundesliga. O alerta já havia sido dado dias antes, na Copa da Alemanha, contra o modesto Rot-Weiss Essen. Um jogo que, para muitos, sequer deveria ter sido apitado, dada a disparidade teórica entre as equipes. No entanto, o que se viu em campo foi um desempenho insatisfatório, que apenas reforçou a ideia de que algo não estava certo. O sentimento era de que a partida foi tão sem brilho que o momento mais emocionante foi a lembrança de um ídolo do passado, Frank Mill.
Quando o futebol de um time grande em um jogo de Copa contra um adversário de menor expressão é tão apático a ponto de fazer o torcedor desejar que o jogo não tivesse acontecido, é porque a situação é grave. Esse tipo de atuação precoce na temporada não só elimina o time de uma competição importante, mas também serve como um indicador preocupante para os desafios que virão. Não se trata apenas de um resultado negativo isolado, mas de um padrão de desempenho que gera frustração e levanta questionamentos sobre a preparação e o comprometimento dos jogadores desde o primeiro apito da nova campanha.
A Busca por Liderança: Onde Estão os “Gargantas Cortadas”?
A análise mais aprofundada dos jogos recentes do Borussia Dortmund revela uma lacuna notável: a falta de uma liderança incisiva em campo. A equipe parece carecer daquele jogador que, em momentos críticos, “morde a garganta dos outros”, como foi metaforicamente descrito por um comentarista. Há uma busca incessante por um atleta que personifique a raça, a agressividade e a vontade de não entregar o jogo de forma alguma. Um artigo recente nas notícias fez a provocação: “Stefan Effenberg jamais teria entregado este jogo”, referindo-se à partida contra o St. Pauli.
Essa comparação não é aleatória; ela aponta para a ausência de um perfil de jogador que imponha respeito, que incentive os companheiros e que, sobretudo, se recuse a perder. A inconsistência Borussia Dortmund pode ser em parte atribuída a essa carência de um “general” em campo. Os números não mentem: o St. Pauli correu 4 quilômetros a mais que o BVB. Essa diferença física é um indicativo claro de que a paixão e a garra do adversário superaram a técnica e a qualidade individual do Dortmund. Enquanto o clube não encontrar seu “mordedor de gargantas”, essa eterna repetição de resultados frustrantes tende a continuar.
A Gangorra de Desempenho: Do Brilho da Temporada Passada ao Atual Declínio
O que torna a atual situação do Borussia Dortmund ainda mais intrigante e frustrante é o contraste gritante com o final da temporada anterior. Não faz muito tempo que a equipe vinha de atuações espetaculares, demonstrando um futebol envolvente e eficaz. O clube, que lutou para se reerguer, terminou a última campanha com um brilho que poucos esperavam, pavimentando o caminho para a Liga dos Campeões e reacendendo a esperança dos torcedores. Essa reviravolta no final da temporada mostra que o potencial existe e que a equipe é capaz de grandes feitos.
No entanto, o início da nova temporada trouxe um inexplicável e abrupto retrocesso, levantando a questão: por que, após um período de grande performance, a inconsistência Borussia Dortmund volta a aparecer de forma tão acentuada já na primeira rodada? É uma queda de rendimento que desafia a lógica, lembrando os piores momentos da história do clube. A diferença de intensidade e entrega, como demonstrado pelo fato de o St. Pauli ter corrido mais, sugere uma falta de foco ou disciplina que precisa ser urgentemente corrigida. O treinador, que certamente observou tudo isso, está agora sob pressão para restabelecer a ordem e a mentalidade vencedora. Para mais notícias e análises sobre o futebol alemão, acesse o Globo Esporte e mantenha-se atualizado.
É inegável que o Borussia Dortmund tem um elenco talentoso e ambições claras. Embora a meta de ser campeão alemão seja sempre latente, o objetivo imediato parece ser o de se estabelecer novamente como a segunda força do país. No entanto, com um início de temporada tão conturbado e a repetição de velhos padrões de inconsistência Borussia Dortmund, essa meta se torna um desafio ainda maior. Não se pode almejar grandes conquistas quando se permite que um jogo liderado por 3 a 1 escape das mãos. O momento é de reflexão e, acima de tudo, de ação. A torcida espera que a disciplina seja reimposta e que a equipe encontre a força e a garra para quebrar esse ciclo vicioso de “Dia da Marmota” e finalmente construir uma temporada de consistência e sucesso. Para aprofundar seus conhecimentos sobre o futebol, visite também nosso portal Futebol Brazil.
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