Brasil perde um de seus marcos mais importantes: a invencibilidade. Na última terça-feira (9), a equipe canarinho perdeu para a Bolívia por 1 a 0, em um confronto desafiador na altitude de El Alto, a mais de 4 mil metros acima do nível do mar. O resultado não apenas encerrou a sequência vitoriosa, mas também marcou a pior colocação do Brasil na história das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo, finalizando a competição na quinta posição.
Apesar da classificação para o Mundial já ter sido garantida com duas rodadas de antecedência – um feito facilitado pelo novo formato da Copa, que contará com mais seleções –, o revés acende um alerta. Para a Bolívia, contudo, a vitória teve sabor de redenção e esperança. Graças ao gol heroico de Miguelito, o país garantiu sua vaga na repescagem mundial, mantendo viva a chama de uma participação na Copa.
A Batalha em El Alto: Onde o Ar Rarefeito ditou o Jogo
O cenário do jogo foi, sem dúvida, um dos protagonistas. El Alto, com seu ar extremamente rarefeito, impôs uma condição física brutal que se manifestou desde os primeiros minutos. O Brasil nunca havia atuado neste que é o segundo estádio mais alto do mundo, e a falta de aclimatação foi evidente. A seleção boliviana, acostumada às condições extremas, soube usar o fator casa a seu favor, pressionando desde o início.
O gol que sacramentou a derrota do Brasil veio nos acréscimos do primeiro tempo, em um lance controverso. O jovem Miguelito, jogador do América-MG emprestado pelo Santos, foi o responsável por converter um pênalti que gerou muita discussão nas redes sociais. A jogada, que envolveu Bruno Guimarães e o lateral-esquerdo Roberto, inicialmente não foi assinalada pelo árbitro de campo. No entanto, após revisão do VAR, a penalidade máxima foi confirmada, e Miguelito não hesitou em balançar as redes, tornando-se o herói de uma nação. Para uma análise detalhada do confronto, você pode conferir as impressões em uma análise detalhada do confronto.
Ancelotti e as Escolhas: Um Time Experimental que Sentiu a Pressão
Não se pode atribuir a primeira derrota do Brasil na era Ancelotti apenas ao pênalti polêmico. A verdade é que a Seleção foi completamente dominada pelos adversários e, principalmente, pela altitude. Com a classificação para a Copa do Mundo já assegurada, Carlo Ancelotti optou por fazer testes, escalando um time praticamente reserva. Apenas Alisson e Bruno Guimarães foram os únicos que iniciaram ambos os jogos desta Data Fifa, buscando entrosamento.
A falta de sinergia entre os jogadores ficou patente em campo. Enquanto a Bolívia finalizou um impressionante número de 23 vezes, com nove delas no alvo de Alisson, o Brasil teve pouquíssimas chances claras de gol. A equipe lutou para se adaptar às condições, e a ausência de um conjunto bem ensaiado contribuiu para a performance aquém do esperado. Nos momentos finais da partida, a entrada de alguns titulares trouxe um pouco mais de volume de jogo, mas os efeitos da altitude já eram irreversíveis, e a derrota não pôde ser evitada. O Brasil perdeu sua invencibilidade em um jogo que serviu como um laboratório caro.
Próximos Passos: Foco na Copa do Mundo e a Turnê Asiática
Com a poeira da derrota assentada e a lição aprendida em El Alto, a Seleção Brasileira agora vira suas atenções totalmente para a preparação para a próxima Copa do Mundo. A próxima reunião da equipe está marcada para a Data Fifa de outubro, que promete ser uma verdadeira “turnê” asiática.
O Brasil tem dois amistosos agendados no continente: o primeiro contra a Coreia do Sul, em Seul, no dia 10 de outubro, e o segundo contra o Japão, em Tóquio, quatro dias depois. A expectativa é que Ancelotti continue fazendo novos testes e observações, utilizando esses confrontos para ajustar o time e encontrar a formação ideal. A busca por um elenco coeso e competitivo para o Mundial segue em ritmo acelerado, mesmo após a quebra da invencibilidade do Brasil. Para acompanhar outros debates sobre o esporte nacional, explore nosso blog para mais conteúdos e análises.












