In the annals of futebol history, poucos jogos são tão icônicos quanto a Remontada. A virada épica do Barcelona contra o Paris Saint-Germain, onde uma desvantagem de 4 a 0 no primeiro jogo foi revertida de forma espetacular com um 6 a 1, permanece viva na memória dos torcedores. Um dos protagonistas dessa noite mágica, que carrega a frase “Enquanto houver 1% de chance, eu tenho 99% de fé” tatuada na pele, revelou os bastidores de um dos maiores feitos do esporte. Para muitos, aquilo parecia impossível, mas para o craque, era apenas um desafio.
A Fé Inabalável diante do Impossível: O Poder da Crença
A descrença era generalizada. Após a derrota por 4 a 0, muitos já consideravam o confronto decidido e a classificação, uma miragem. O próprio jogador contou que, dias antes da partida decisiva, em casa, enquanto almoçava com seu fisioterapeuta e um amigo, ouviu deles a dificuldade: “Mano, não dá, o time do Paris é muito bom e tal”. Mas a resposta do craque foi categórica, quase um decreto: “Eu vou ganhar essa partida, você vai ver!”. Era a Remontada que começava a ser sonhada, primeiro em sua mente, depois no campo.
A confiança se estendia ao time. No dia do jogo, durante o treinamento, a atmosfera era de otimismo. Houve até uma brincadeira entre os craques, uma espécie de pacto informal de gols: Messi prometeu um, Suárez outro, e o jogador se comprometeu com dois. “Pronto, ganhamos”, disse ele, em uma demonstração de leveza e convicção, mesmo diante de um placar que exigia mais quatro gols para a classificação. A promessa se tornou um combustível mental para todos.
Ainda no treino, Messi ensaiou pênaltis e errou algumas vezes, mas na hora H, acertou, mostrando que a perseverança era a tônica. Essa atitude se replicaria no jogo, fundamental para o sucesso daquela noite.
O Poder da Insistência e a Virada Histórica: Momentos Decisivos
Mesmo com a pressão e o placar adverso, a equipe não desistiu em momento algum. O jogador afirmou que jamais perdeu a crença. A esperança foi testada após o Barcelona fazer 3 a 0 e, em seguida, tomar o gol de Cavani. O craque confessou ter pensado: “Caramba, agora a coisa apertou, mano! Três gols para buscar seria um desafio imenso”. Mas a atitude prevaleceu: “Mas vamos embora, né?”.
No gol decisivo de Sergi Roberto, a cena que antecede a finalização é emblemática da persistência. O jogador pega a bola, insiste, corta e cruza. Essa determinação foi recompensada. Um dos momentos mais emblemáticos e cruciais foi o pênalti que resultaria no quinto gol, colocando o time a apenas um gol da classificação na Remontada.
A penalidade foi sofrida por Suárez. No entanto, a bola foi automaticamente para o jogador que, com a moral elevada e em grande fase na partida, se preparava para a cobrança. Ele contou que olhou para Messi, que, com um gesto, deu a permissão. “Ele [Messi] não sabia onde ia bater e tu tava bem demais no jogo”, explicou o craque argentino depois, em um gesto que exemplifica a amizade e a ausência de ego entre eles. E com a confiança em alta, ele pegou a bola, bateu e fez o gol.
O sexto gol, o da classificação heroica, foi um êxtase coletivo. “Quando a gente faz o sexto gol, mano, aí é surreal. Deu terremoto na cidade”, descreveu, com a voz embargada pela emoção. “É inexplicável, uma das paradas mais loucas que você viu no futebol.” A sensação de correr pelo campo, comemorando uma façanha que parecia impensável, ficará para sempre na memória dos que vivenciaram a Remontada.
Além da Remontada: Paixão Genuína e Novos Horizontes
Após a épica Remontada, a imprensa frequentemente focou em Messi como o grande herói da noite, e o protagonismo do jogador foi pouco destacado. Isso, naturalmente, levantou a questão se sua posterior mudança para o Paris Saint-Germain teria sido uma busca por “seu lugar ao sol”, fora da sombra do lendário trio MSN.
No entanto, ele esclarece que a decisão de deixar o Barcelona não teve relação com questões de ego, busca por prêmios individuais ou fuga do protagonismo alheio. “Não, não foi por causa disso que eu saí do Barcelona. Eu queria mudar, lá [no PSG] tava cheio de brasileiro, queria jogar com os caras também”, afirmou. A motivação era puramente a paixão pelo jogo, o desejo de novos desafios e a oportunidade de estar com amigos.
A busca por uma Bola de Ouro ou o título de melhor do mundo nunca foi sua principal motivação. “Eu nunca liguei para essa questão”, enfatiza, mostrando seu desinteresse por vaidades individuais. Essa filosofia se estendeu até mesmo à dolorosa final da Champions League com o PSG contra o Bayern de Munique, um momento de grande tristeza, mas que demonstrava seu compromisso e amor incondicional pelo esporte.
A Remontada, a amizade inegável com Messi, e a corajosa mudança para o PSG, tudo se conecta pela mesma paixão incondicional pelo futebol. É essa paixão genuína que move o craque e o coloca entre os maiores nomes de sua geração, redefinindo o que significa ser um atleta de alta performance e um amante do jogo, sempre buscando o próximo desafio com a mesma fé.












