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Final Libertadores Palmeiras x Flamengo: Pontos Fracos Revelados!

A expectativa para a Final Libertadores Palmeiras Flamengo está nas alturas. Com a grande decisão se aproximando, a análise tática se torna crucial para entender como cada equipe pode buscar a vantagem. Especialistas mergulharam a fundo nas estratégias e no desempenho recente dos dois gigantes, revelando os pontos fracos que podem ser decisivos no confronto.

Vamos detalhar as vulnerabilidades de cada lado, oferecendo um panorama do que Palmeiras e Flamengo precisam explorar para levantar a taça mais cobiçada da América.

Ataque Alviverde: Explorando as Vulnerabilidades Rubro-Negras

O Flamengo demonstra uma vulnerabilidade notável em inversões rápidas de jogo. Quando a bola é girada de um lado para o outro de forma veloz, a defesa rubro-negra frequentemente se desorganiza, abrindo espaços perigosos.

Um exemplo claro dessa fragilidade foi visto no gol do Palmeiras contra o Flamengo no Maracanã. Uma inversão rápida de Andreas Pereira para Kelvin culminou no cruzamento para a segunda trave, onde Victor Roque marcou. Os laterais direitos do Flamengo, à época Emerson Royal (com Danilo ausente), demonstraram dificuldades na marcação da bola aérea nessa região.

Essa deficiência não é um caso isolado. Contra o Bragantino, uma inversão de John John para o lado direito viu Alexandro ter que desgarrar da linha defensiva para dar combate. Isso permitiu que Hurtado, lateral do Bragantino, tivesse tempo e espaço para cruzar na segunda trave, onde Varela, lateral direito titular e de baixa estatura, teve dificuldade em defender a bola aérea.

O Racing também soube explorar essa brecha, com cruzamentos buscando jogadores nas costas de Varela. Até o Cruzeiro tentou usar essa tática, com inversões de Matheus Henrique para William, expondo novamente a necessidade de Alexandro sair de sua posição, gerando um combate que muitas vezes resulta em um cruzamento perigoso.

Essa dificuldade reside na forma como o Flamengo se posiciona defensivamente. A equipe tende a pressionar intensamente o lado da bola, concentrando muitos jogadores em um setor. Isso, por sua vez, deixa o lado oposto mais desguarnecido, especialmente quando a virada de jogo é feita de forma longa e rápida, sem passar pelos volantes.

Como bem observaram os analistas, “futebol é cobertor curto”. Se o Flamengo escolhe pressionar um lado com eficácia, inevitavelmente abrirá mão de cobrir completamente o outro. Cabe ao Palmeiras ser cirúrgico nessas inversões para explorar essa escolha tática.

Além da questão tática, existe um ponto fraco técnico e físico no lado direito da defesa rubro-negra, envolvendo Varela e, caso jogue, Danilo. A falta de explosão de Danilo, em especial, foi exposta no jogo do Maracanã. Victor Roque, ao pegar a bola nas costas de Varela e ir para cima de Danilo, o atropelou fisicamente em diversas ocasiões.

Embora Danilo seja um grande jogador e aguente 90 minutos, seu arranque já não é o mesmo, o que o torna vulnerável a jogadores rápidos e explosivos. O Palmeiras pode e deve aproveitar essa fragilidade física para criar chances de gol.

Estratégia Rubro-Negra: O Calcanhar de Aquiles Palmeirense

Se o Palmeiras tem suas armas, o Flamengo também pode identificar onde atacar. A defesa palmeirense demonstra uma fragilidade consistente na bola parada defensiva, especialmente na primeira trave. Essa vulnerabilidade se repetiu em diversos jogos importantes.

No jogo contra o Cruzeiro, em uma cobrança de escanteio, Kaik se movimentou para a primeira trave, escorou a bola e encontrou Caio Jorge no segundo poste para marcar o gol da vitória. Uma situação muito similar ocorreu contra o Bragantino, onde Capixaba desviou na primeira trave, e a bola chegou ao segundo poste, quase resultando em gol de Lucas Barbosa.

Em um duelo de Libertadores contra o River Plate, no Monumental, Flaco e Felipe Anderson defendiam a primeira trave, mas Salas conseguiu se infiltrar no espaço entre eles para escorar a bola. Na partida de volta, o mesmo Salas, mesmo sendo mais baixo, saltou entre Flaco e Kelvin para marcar o gol do River no Allianz Parque.

Esses exemplos demonstram uma dificuldade do Palmeiras em preencher e defender adequadamente a primeira trave em cobranças de escanteio e faltas laterais. Os adversários têm conseguido explorar esse espaço, desviando a bola ou finalizando diretamente.

Até mesmo o Mirassol, com Alisson, explorou o espaço nas costas de Piquerez, subindo para cabecear. Embora não tenha resultado em gol, a oportunidade foi criada a partir dessa falha recorrente. O calcanar de Aquiles do Palmeiras, portanto, parece estar nas bolas paradas defensivas, com foco especial na proteção da primeira trave.

Desfalques e Riscos: Pedro e Paulinho na Final

A questão dos desfalques e da condição física de jogadores importantes também pode pesar na Final Libertadores Palmeiras Flamengo. No lado rubro-negro, a situação de Pedro é bastante delicada. A lesão grave no braço, seguida por uma lesão muscular, deixou o atacante sem ritmo de jogo e com o preparo físico ideal comprometido.

Escalar Pedro, mesmo que no segundo tempo ou na prorrogação, seria um risco enorme. Como apontado por analistas, um jogador a 70% de sua capacidade, por melhor que seja tecnicamente, dificilmente renderá mais do que um companheiro a 100% em uma final de tamanha magnitude. A chance de ele sentir algo no jogo e queimar uma substituição é alta.

O mesmo raciocínio se aplica ao Paulinho, do Palmeiras. O jogador está há muitos meses sem atuar e sem ritmo de jogo. O Palmeiras já tentou recuperá-lo para o Mundial de Clubes e viu a recuperação se arrastar, comprometendo grande parte da temporada. Arriscar novamente em uma final de Libertadores poderia comprometer ainda mais sua recuperação e seu futuro no clube.

Ambos os clubes têm opções no elenco, o que torna a aposta em jogadores sem plenas condições ainda mais desnecessária e arriscada. A decisão final dependerá da avaliação das comissões técnicas, mas o cenário atual indica que a prudência prevalecerá.

Em suma, a Final Libertadores Palmeiras Flamengo promete ser um embate tático fascinante. Ambas as equipes possuem pontos fracos bem definidos, que, se bem explorados pelos adversários, podem inclinar a balança para um lado ou para o outro. A precisão nas inversões e a eficácia nas bolas paradas serão, sem dúvida, fatores determinantes neste grande clássico do futebol sul-americano.

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